13 de mar de 2010

Deportivo Quito 1 x 1 Inter

Por André

Quando uma equipe brasileira vai jogar na altitude, ela sai em desvantagem: em primeiro lugar, porque a atmosfera de semi-vácuo interfere nos ALVÉOLOS dos jogadores e na física mecânica da bola; em segundo, porque as equipes brasileiras já entram em campo tremendo nas bases por causa da tal de altitude.

Foi o que aconteceu com o Inter. Mesmo com uma equipe melhor, subiu até Quito para celebrar um empate como se fosse um nerd DEFLORADO pela primeira vez. A superioridade dos quitoandeiros no jogo deu resultado quando, aos 33 minutos, Arroyo rompeu a barreira do som pra cima de Bruno Silva, chutou porcamente, Abdondanzieri foi mordido pela bola, e ela sobrou pra Minda balançar as redes. Deportivo 1 a 0. Mas 7 minutos depois, contando com velocidade, agilidade e, principalmente, uma SORTE DO CÃO, o colorado empatou com Giuliano, após bela jogada do DESTINO FORTUITO.

O segundo tempo voltou com as mesmas diretrizes - e o juiz mostrou-se totalmente a favor do time brasileiro quando marcou um pênalti e depois deu uma de franguinho (abraço, Marty McFly!) e voltou atrás, em lance onde Abbondanzieri violentamente acertou a perna de Pirchio com sua barriga. Mas os quitoandeiros não se abalaram e continuaram dando as ordens na partida, obrigando Abbondanzieri a testar o coração dos colorados com defesas difíceis, e também brincando de "Onde está Wally?" com a bola.

No final das contas, o 1 a 1 acabou sendo vantagem pra galera da beira do rio. Mais pelo jogo do que pela qualidade dos times, claro. Entretanto, se por um lado a equipe colorada apresenta atuações sofríveis, ao menos vai desenhando uma estratégia bem clara: ganhar em casa e não perder fora de casa. E Libertadores é basicamente isso.



Por Eu Mesmo

Jogos da Libertadores são estranhos por natureza; mesmo assim, de vez em quando aparece algo que me surpreende numa partida dessa competição. E não, aqui não estou falando da péssima atuação da equipe colorada (se contarmos os seus dois jogos, até que ela manteve a média de má qualidade) ou do jogo muito chato (idem à observação anterior): falo do lance bizonho protagonizado pelo árbitro da partida, o colombiano José Buitrago (que parecia estar NO TRAGO), que marcou um pênalti completamente inexistente para voltar atrás e mandar o jogo seguir, após muita reclamação dos jogadores e de um chamado do assistente. Bizarro é pouco para o que aconteceu nesse momento.

Outro momento bizarro foi protagonizado por Pato Abbondanzieri, que voltou ao segundo tempo sentindo o tornozelo, mas mesmo assim decidiu ficar em campo. A dor era tanta que ele não conseguia sequer bater os tiros de meta. Pensem comigo: como confiar o seu gol num jogador que está nessas condições? Achei que o Inter se arriscou muito ao não substituí-lo (ou o Lauro está tão queimado assim?). De qualquer forma, apesar de uma quase entregada que me lembrou seus áureos tempos no Boca Juniors (sempre o considerei um goleiro em quem não se pode confiar), no fim do jogo, debaixo de uma pressão intensa do Deportivo Quito, ele conseguiu algumas boas defesas - particularmente uma, após cabeçada perigosa.

O jogo não contou apenas com bizarrices; o restante seguiu o roteiro normal de uma partida de Libertadores. O Deportivo Quito jogou com vontade de vencer e se aproveitar a altitude, e o Inter se acovardou buscando o empate pelo mesmo motivo, a temida altitude. Dessa maneira, o time equatoriano abriu o marcador, após um período de pressão, com Oswaldo Minda, aos 33 minutos do primeiro tempo. Aí o Inter se obrigou a impor o melhor futebol que tem e, seis minutos depois, empatou o jogo num ótimo passe de Edu para Giuliano concluir - mentira, o Edu tentou dominar a bola e errou (aliás, errar é a coisa que ele melhor sabe fazer pela equipe colorada), aí ela sobrou para o meio-campo fazer o gol de empate. Daí pra frente, principalmente no segundo tempo, o Inter se dedicou a não tomar gols, e o Deportivo Quito, a fazê-los. O colorado conseguiu seu objetivo e saiu da altitude com um pontinho precioso. Mas tem que começar a jogar mais se quer sonhar com o bi da Libertadores.

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